Publicada em 05 de Abril de 2011 ás 01:16:24
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Dormir com animais na cama faz mal à saúde
Cão na cama dos donos

Dormir com animais na cama faz mal à saúde

Um estudo feito pelo veterinário Bruno Chomel, da Universidade da Califórnia, constatou que cães e gatos podem transmitir mais de 100 doenças ao ser humano. Ele ressalta que 56% dos donos de cachorros deixam os animais dormirem na casa, o percentual sobe quando se trata de gatos com 62%.
O veterinário explica que muitos donos de animais acabam tratando os bichos como humanos, e isso não é bom para a saúde de nenhum deles. De acordo com ele, os animais não podem frequentar alguns cômodos da casa, como quartos e, principalmente, quartos de bebês.
Os cães podem transmitir doenças de Chagas e verminoses, e os gatos, uma doença causada pela bactéria Bartonella, que pode causar danos no fígado e nos rins. Em alguns raros casos, os animais podem transmitir também a bactéria MRSA.
Apesar dos riscos, o veterinário Larry Kornegay, presidente da Sociedade Americana de Veterinária, avalia que os donos não precisam ficar alarmados e sim usarem do bom senso. Ele ressalta que os benefícios de se ter um animal de estimação são muitos maiores que os malefícios, “Donos de cães e gatos têm a pressão mais baixa, menos depressão e se sentem menos sozinhos. Além disso, os donos de cães costumam ser mais ativos e têm mais amigos graças ao animal”, afirma o veterinário.
 
MRSA
 
Introdução A MRSA é a sigla inglesa para Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina, nome de uma bactéria da família da Staphylococcus Aureus. O Staphylococcus Aureus é um tipo comum de bactéria. Cerca de 1 em cada 3 pessoas tem essa bactéria na superfície da pele ou no nariz sem desenvolver uma infecção. A isto se chama estar colonizado com a bactéria. Mas se esta bactéria conseguir entrar no corpo através de uma fenda na pele pode causar uma infecção. A meticilina é um antibiótico usado para tratar a Staphylococcus Aureus. As MRSA são resistentes à meticilina (e normalmente a outros antibióticos frequentemente utilizados para tratar infecções provocadas pela Staphylococcus Aureus). A MRSA não é totalmente resistente a antibióticos. Poderá ter de tomar antibióticos durante mais tempo ou numa dosagem maior, ou tomar um antibiótico ao qual a MRSA não seja resistente.
Sintomas
 As bactérias Staphylococcus Aureus são comuns, e cerca de 1 em cada 3 pessoas são colonizadas por ela. A maioria das pessoas colonizadas não desenvolve infecções e por isso não tem sintomas. Mas se a bactéria conseguir entrar no corpo, pode causar infecção. Os sintomas vão depender do tipo de infecção causado. Muitas das infecções causadas por esta bactéria são infecções dérmicas como borbulhas, abcessos, celulite e impetigem. Deve estar atento quando tiver problemas na pele, como borbulhas, feridas ou queimaduras. Se uma ferida infectar, deve procurar o médico. Se a bactéria Staphylococcus Aureus conseguir entrar na corrente sanguínea, pode afectar quase todo o organismo e causar infecções sérias, como septicémia, infecção da medula óssea (osteomielite), infecção dos pulmões (pneumonia) e infecção do revestimento do coração (endocardite).
Causas
 As infecções das MRSA normalmente não se desenvolvem em pessoas saudáveis, sendo mais comuns em pessoas hospitalizadas, que geralmente têm um ponto de entrada para a bactéria poder entrar no organismo, por exemplo um ferimento cirúrgico ou um tubo intravenoso.
As bactérias MRSA propagam-se através do contacto com alguém que tem uma infecção causada pelas mesmas ou que esteja colonizado. Também podem propagar-se através do contacto com objectos que alguém com a bactéria MRSA tenha tocado. As pessoas que mais risco correm de apanhar MRSA são aquelas que têm feridas abertas, queimaduras ou golpes, doenças de pele graves como psoríase, um sistema imunitário enfraquecido (pessoas idosas ou com doenças crónicas como cancro), aquelas que têm cateteres e quem foi recentemente operado. Embora as infecções por MRSA se desenvolvam normalmente em pessoas hospitalizadas, é possível os funcionários ou visitas ao hospital ficarem infectados se se enquadrarem nos grupos de risco acima mencionados.
Diagnóstico
 As infecções de MRSA são diagnosticadas através de análises ao sangue, urina ou amostras de tecido da área infectada. Se forem detectadas bactérias MRSA, serão efectuadas mais análises para determinar os antibióticos aos quais a bactéria não é resistente e que possam ser usados para tratar o paciente. Actualmente, muitos hospitais testam toda a gente que vai dar entrada para determinar se estão colonizados com a MRSA. Podem analisar raspagens da pele e do nariz e amostras de urina e sangue para ver se a bactéria está presente. Poderá demorar 3 a 5 dias até os resultados estarem prontos. Se estiver colonizado pela MRSA, continuará a poder dar entrada, mas os médicos poderão dar-lhe um tratamento para reduzir ou eliminar essas bactérias.
Tratamento
Se estiver apenas colonizado com as bactérias MRSA, não precisa de tratamento para a doença, mas, como as bactérias podem causar infecções em si e em terceiros, é importante eliminá-las. Será aplicado um creme antibiótico especial à sua pele ou ao interior do nariz para eliminar as bactérias. Também poderá ter de lavar a pele e o cabelo com uma loção e um champoo antisépticos. Se tiver uma infecção causada por MRSA, terá de tomar os antibióticos que sejam eficazes (antibióticos aos quais a bactéria ainda não se tornou resistente). A maioria das infecções provocadas por MRSA podem ser tratadas com os antibióticos vancomicina e linezolido, normalmente administrados por injeção ou por via intravenosa. A maioria das infecções por MRSA necessitam de tratamento hospitalar e o tratamento por antibiótico poderá continuar por várias semanas.
Prevenção
Se lhe forem receitados antibióticos, é importante terminar toda a caixa, mesmo que comece a sentir-se melhor.
Bons hábitos de higiene são a melhor forma de evitar a propagação das MRSA. Quando tratar ferimentos em casa, lave sempre muito bem as mãos e assegure-se de que a área permanece limpa. Se estiver no hospital, assegure-se de que as suas mãos e o seu corpo estão limpos, e lave as mãos depois de ir à casa de banho e antes das refeições. Deve lavar muito bem as mãos antes e depois de visitar alguém no hospital. Muitos hospitais disponibilizam soluções antisépticas especiais, para uso dos funcionários e das visitas, em embalagens perto das camas dos pacientes e à entrada das áreas clínicas. Antes e depois de tratar de um paciente, os funcionários do hospital devem assegurar-se de que lavaram e secaram bem as mãos. Os funcionários devem usar luvas descartáveis no contacto físico com ferimentos abertos. Se estiver preocupado com questões de higiene, não tenha medo de perguntar ao médico ou enfermeiro que está a tratar de si, ou às suas visitas, se lavaram as mãos.


Delio Barbosa

 

 

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